Leishmaniose canina: tudo o que você precisa saber
A leishmaniose canina é uma doença infecciosa causada pelo protozoário Leishmania e transmitida por meio da picada do mosquito conhecido como Mosquito-palha ou Birigui.
Até alguns anos atrás, o diagnóstico de leishmaniose em um cãozinho era uma sentença de morte. Uma vez que a doença não tem cura e pelo perigo de contágio aos seres humanos, não era permitido ao tutor que iniciasse o tratamento: o animal era sacrificado na tentativa de interromper o ciclo da doença que pode ser fatal para ambos.
O cachorro é ainda o principal hospedeiro urbano de leishmaniose e, pela picada da fêmea do mosquito-palha, ocorre a transmissão do vetor da doença para outros animais e inclusive para humanos. Portanto, vale ressaltar que apenas o contato com o animal ou pessoa infectada não acontece a transmissão, mas todo cuidado é pouco quando temos um doente em casa. Se o pet for diagnosticado com leishmaniose, a orientação e cuidados constantes de um especialista será indispensável.
Sintomas
Existem dois tipos de leishmaniose canina, a cutânea e a visceral, sendo que em quase 100% dos casos em cachorros encontramos a leishmaniose visceral.
Um dos maiores desafios na identificação dos sintomas é devido à variedade de sintomas que pode aparecer de um caso para outro e, inclusive, a ausência deles.
Quando sintomático, os sintomas iniciais mais comuns são:
1- Feridas que não saram
2- Lesões e regiões esbranquiçadas na pele
3- Unhas com crescimento anormal e em formato de garra
4- Falta de apetite e emagrecimento
5- Alterações oculares como secreções ou piscadas em excesso
Sem tratamento adequado, o protozoário Leishmania atinge o sistema imunológico do animal, atacando suas células de defesa e deixando-o enfraquecido, imunodeficiente e com predisposição para outras doenças.
Na tentativa de defender o organismo, baço e fígado e gânglios linfáticos crescem de tamanho, causando inchaço no abdômen.
Por esse motivo, a doença pode ser fatal.
Tratamento
A leishmaniose canina ainda não tem cura total, mas não é mais necessário sacrificar o bichinho por ordens dos órgãos de saúde. Atualmente, já existe tratamento medicamentoso que promove a “cura” clínica e epidemiológica, que trata os sintomas de forma eficaz e que faz com que o animal não seja mais um transmissor da doença.
De toda forma, o acompanhamento profissional com o médico veterinário se faz necessário para o resto da vida.
Prevenção da leishmaniose canina
Devido à falta de cura total e à gravidade com que a doença atinge o organismo, a prevenção se torna o melhor caminho.
A principal forma ainda é através da vacinação, que pode ser aplicada a cachorrinhos com mais de quatro meses de idade que não estejam infectados.
Também é indicado o uso da coleira Scalibor que atua como repelente de mosquitos, seguindo a recomendação do médico veterinário de confiança da família.
Além disso, manter o local de convívio do pet limpo nunca é pedir demais, não é mesmo?! Sempre recolha as fezes e lave os locais que ele tem costume de fazer as necessidades para evitar atrair mais mosquitos.
Aqui na Minha Farmácia Pet você pode encontrar tudo que precisa para manter seus bichinhos saudáveis!
Siga-nos nas redes sociais e conheça mais o nosso trabalho! Acompanhe também o nosso blog, aqui sempre trazemos temas novos!